segunda-feira, 3 de julho de 2006
Currículo nada doméstico
Botei um anúncio no jornal : "Preciso de uma faxineira com experiência. Favor enviar currículo para a Rua Maceió, 282. Campo Grande, etc, etc". Vejam o currículo que eu recebi:
Nome
Ø Maria da Penha Rodrigues
Formação
Ø Engenharia da Limpeza
Especialização
Ø Doutorado em Detergente Neutro com especialização em desentupimento de pia de cozinha e afins
Cursos de aprimoramento
Ø Especialização em vassoura piaçava e de nylon
Ø Neurolinguística em esfregão
Ø Como usar Bombril eficientemente
Ø Química de cera para todos os pisos
Ø Como tirar gordura de frigideiras sem teflon
Ø Como diferenciar um carpete de um tapete
Pretensão salarial
Ø 2.000 Reais
moral da história: Em época de globalização não dê uma de gostosão!
Beijoca do Zé, limpinho! Espero seu comentário!
pegadinhas na sala de bate papo
Veja alguns papos que eu já experimentei em salas de bate-papos, todos testados. Faça você um teste. Você não consegue ganhar a garota, mas se diverte com a reação inusitadas dela. Serve como um quebra gelo. Faça variações do tema, caso os papos fiquem manjados. Aqui vamos chamar a outra pessoa de Maria e eu de Zé. Depois que a pessoa responde ao seu “oi” ou “tudo bem”, você já deve começar:
1
Zé – Vamos almoçar no meu apartamento? Fiz uma comidinha especial. Topas?
Maria – Você acha que eu sou tola pra aceitar a um convite desses?
Zé – Mas eu sou um bom rapaz!
Maria – Como você pode me provar isso?
Zé – Eu prometo amarrar meu pinto no pé da mesa!!!
2
Zé – E aí tu tu tudo lê lê legal com com com vo vo você?
Maria – ???? O que é isso? Teu teclado ta com problema?
Zé – Não. Na na nada di disso! É que que que que eu so so so sou ga ga ga gago!!!
3
Zé – Eu sou um numerólogo profissional. Quer que eu leia sua sorte?
Maria – Sim
Zé – Então passe o número do seu cartão de crédito e sua senha bancária!
Maria – Tá pensando que eu sou mané ou o quê?
Zé – Bom, isso eu ainda vou ver nos números!
Depois eu vou atualizando. Beijoca do Zé. Espero seu comentário.
Filosofia de boteco do Zé do Quiabo nº 1
Das alergias
Dizem que pelo de gato provoca alergia. É uma das maiores mentiras que eu conheço. Eu tenho um gato e como todos os gatos, ele tem bastante pelo e não é alérgico a nada. Caso o contrário ele já teria morrido e a sua espécie já estaria até extinta.
Das piadas prontas
Eu carrego comigo sempre um piada pronta. Uma das que eu uso mais é a “Só se não for fazer falta”. Quando vou comprar algo, por exemplo um refrigerante, num boteco eu digo: Mas só se não for fazer falta na geladeira. Vai descompletar a fila, etc. Será que não vai fazer falta? A bichinha vai ficar com saudade dos outros refrigerantes. É tudo contadinho....
Outra é a do “sucesso nas paradas”. Com três variantes: Fulana está fazendo o maior sucesso nas paradas:
1) De ônibus
2) De sete de Setembro
3) Cardíacas
Do palavrão
A palavra “foda” não é mais palavrão. Podem falar à vontade. E eu já estou fazendo isso a rodo aqui neste blog. Prova inconteste disso é que Chico Buarque usa-a em uma letra, na música “Subúrbio”, no seu novo disco “Carioca”. Como todos sabem Chico é muito cuidadoso com as palavras, não que ele seja conservador, ao contrário. Mas eu entendo que com as palavras, devido ao seu uso constante, com o tempo, acontecem duas coisas básicas: ou elas ficam desgastadas ou ficam muito familiar como no caso de “foda”. Há uns vinte anos atrás era foda falar a palavra foda. Eu mesmo não falava, tinha vergonha. Ou eu era(ainda) puritano ou ainda não era o tempo da palavra ganhar as elites escolásticas e lexicográficas. Era um palavrão, como dizem mais comumente, baixo calão, etc. Mas hoje é uma das palavras mais consumidas no cotidiano. Ficou normal, acabou a acidez. E é uma palavra que encaixa com tudo e em situações adversamente contrárias. A tradução vai se dar de acordo com a intensidade de como ela será proferida, por exemplo: Se João é legal ou é um sujeito chato, podemos dizer pra ambas as situações: João é foda!!! Agora por favor avisem pra todo mundo que agora eu estou usando o “foda” naturalmente, senão vão pensar que eu sou obsceno, o que não deixa de ser uma verdade!
Do sorvete
Até hoje eu não sei de que é feito o sorvete de creme, creme com passas é o meu predileto. É delicioso. Mas não sei de que é feito. Já perguntei em algumas sorveterias e os funcionários não sabem. Se você sabe me escreva.
Da mulher do próximo
Descobri desde de cedo que mulher bonita tem dono. Pois se tem dono, já passa ser a mulher do próximo. E isso é inexorável. Não pague pra ver, porque vai dar B.O mesmo. Pois como diz o Falcão, mulher feia só serve pra peidar em festa e esta não tem dono, se tem é muito distante. Pois bem, vou ensinar uma receita pra vocês não desejarem a mulher do próximo. Comigo tem funcionado. Quer dizer, mais ou menos, por que senão daqui a pouco vou virar uma bichona. E bicha velha é foda! Prestem atenção: quando vejo um mulher bonita, a primeira coisa que eu imagino é se ela fosse casada comigo. Pronto acabou o tesão. Experimente, é infalível. Mulher da gente, é foda!! Dizem que é como comida de hospital, faz bem, mas não tem gosto nenhum.
Do hino
Não só perdemos a Copa do Mundo da Alemanha, mas nos surrupiaram também boa parte do nosso Hino Nacional. Dos 52 versos, apenas onze foram cantados, nas aberturas dos jogos. Uma perguntinha: Fizeram falta estes versos decapitados pelos alemães? A letra do nosso hino parece um edital de concurso público, é muito burocrática: “raios fúlgidos”, “raio vívido” raio que o parta, “ impávido colosso”,”florão da América”, “lábaro estrelado”, “retumbante”, barbante! Eu sou a favor de uma nova letra, mantendo a música. Letristas nós temos e dos bons, como Chico Buarque, Aldir Blanc, Fernando Brant, Victor Martins, Paulo César Pinheiro, Lizoel Costa e outros.
Dos finais de semana
Sábado e Domingos são os dois dias que causam mais alegria na vida do pobre. Não há possibilidade de cortarem a água e a luz nesses dias, pois as companhias se encontram fechadas, claro. Como diria Drumond: Eta vida besta, meu Deus. Tanta beleza no mundo, na natureza e a gente passa o mês inteiro preocupado em arranjar o dinheiro pra pagar o aluguel. É foda!
Beijoca do Zé, filosofantemente. Espero seu comentário
Minhas Travessuras na Santa Casa de Campo Grande
Uma vez fui internado pra fazer uma cirurgia da vesícula, na Santa Casa de Campo Grande. Fiquei mais ou menos uma semana porque tive ainda um crise de pancreatite porque desgraça pouca é bobagem! Já quase pra receber alta médica eu aproveitava pra fazer as minhas:
Eu chegava nas salas de repouso, onde ficavam umas seis pessoas e gritava:
- Foi daqui que pediram uma pizza de calabreza com uma coca-cola?
Outra vez eu vi um velhinho todo arriado e paralisado numa cama, que não mexia nem os olhos:
- Levante-se! Eu sou o novo professor de educação física. Vamos pro corredor malhar agora!!! O velhinho arregalava os olhos sem entender nada.
Uma vez cheguei num quarto, era mês de Dezembro, e falei:
- Nós vamos fazer um amigo secreto aqui no hospital, semana que vem. Aquele que faltar é porque morreu!!!!
Conheci um senhor lá hospital que tinha um problema de memória. Não era bem isso, esclerose, não sei. Ele esquecia alguns fatos, misturava. Tinha lapsos. Uma vez, conversando com sua esposa, eu percebi que eles tinham orgulho de ser gaúchos de uma cidadezinha que eu não lembro o nome, lá do Rio Grande de Sul. Na ausência da visita da esposa eu ensinei que ele tinha nascido em Corguinho(uma cidadela muito miserável , aqui de Mato Grosso do Sul, deve ter uns mil habitantes, enfim). Coloquei na cabeça dele isso. E ainda instruí-lhe um bordão: “Ah sardade de Corguim!!!!” No dia seguinte quando chegou a esposa, eu perguntei pra ele inocentemente:
- Onde você nasceu, mesmo?
- Em Corguim!!! E a mulher dele atônita:
- O quê?
- Em Corguim, eu nasci em corguim, amor! Ah! Sardade de corguim!
A mulher quase teve um enfarte. Se tivesse não era problema, já estava no hospital, mesmo. E eu bolando de rir da cara da mulher.
Quando eu recebi alta médica, falei pra enfermeira:
- Esta roupa do hospital eu vou levar pra casa pra lavar e passar, depois eu mando pra cá, ok?
- Não, senhor, não pode, nós mesmo lavamos, não se preocupe!
- De jeito nenhum, você acha que eu vou entregar pra vocês uma roupa suja assim. Eu vou levá-la pra lavar em casa, porque sou muito cuidadoso!
Enfim, ficamos naquela discursão. Eu bem sério e ela acreditando. Vocês precisavam ver a cara dela. Fiquem doente também, de vez em quando a gente se diverte também! Só não morram, porque quem é morto não aparece!!




